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domingo, 29 de janeiro de 2017

Filosofia atual


Uma das coisas de quem gosta de filosofia, é não perder a capacidade de se espantar, de contemplar, de se admirar das coisas, dos fenômenos que acontecem a sua volta.
Por muito tempo  o estudo da filosofia no Brasil foi deixado de lado, era uma matéria proibida nas escolas. Agora, porém, se dá o contrário, ou seja, os alunos gostam muito de filosofia, os governantes não!! os alunos gostam de falar de temas que normalmente não se falam em outras matérias. Gostam também quando nas aulas de filosofia se comenta sobre outras matérias e se fala do sentido das coisas, pois há muito se sabe, na filosofia, que a gente aprende aquilo que tem sentido pra nós. Podemos lembrar do grande educador Paulo Freire que falava muito da libertação através do estudo e de como é importante  o aluno ver sentido naquilo que aprende, na verdade, só aprende aquilo que , para ele, houver sentido. Outro grande escritor Edgard Morin no seu livro OS SETE SABERES fala sobre isso.
Ultimamente no Brasil existe um grupo de filósofos que tem feito um grande trabalho, fizeram com que a garotada passasse a gostar ainda mais dessa matéria tão importante; são eles, Mário Sérgio Cortela, Leandro Karnal, Luiz Felipe Pondé, Marcia Tiburi, Clóvis de Barros Filho, Marilena Chaui, Renato Janine Ribeiro e muitos outros,  Desses citados, ultimamente destacam-se o Cortela,  o Karnal e o Clóvis de Barros.


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Adeus ano velho!!!


O ser humano é engraçado, inventa coisas para a sua destruição, e depois inventa coisas para ser lenitivos para sua dor. Eu falo do tempo que existe, claro, mas nós dividimos e subdividimos e nos tornamos escravos dele e nem vemos ele passar por ficarmos tão automatizados e escravos do relógio.
Ao chegar ao final do ano, sem duvida, é um momento de reflexão, de dar uma parada para pararmos um pouco da correria que ocorreu durante o ano todo, mas mesmo assim, mesmo nessa hora, ainda há correria e muitos pela pressa de chegar ao destino das comemorações, dos encontros, das confraternizações, muitos não comemoram e nunca mais comemoração por não terem conseguido atravessar o ano. As suas vidas foram ceifadas, muitas delas por coisas totalmente evitáveis, por exemplo, desastres de automóveis, brigas, bebedeiras,  violência, etc.
Numa cidade grande, igual São Paulo, é muito comum vermos desastres de motocicletas, vermos um corpo estirado no chão, algumas vezes sendo cuidado, socorrido pelos bombeiros ou profissionais do SAMU, mas muitas vezes a policia apenas guardando o corpo até a chegada da perícia e depois o camburão do IML, muito triste, mas é a vida real, são as coisas que acontecem todos os dias do ano aqui ou em qualquer lugar do mundo.
Importante comemorar o final do ano velho com a chegada do novo ano? claro que sim, mas isso é apenas artifícios criados por nós mesmos, como se tudo começasse novamente e não fosse uma continuação das nossas vidas; na verdade é a continuação, continuaremos apenas, continuaremos nas nossas lutas diárias, buscaremos o vil metal sem o qual no mundo capitalista não dá para se viver, e nessa ânsia talvez até com mais dívidas com as que fizemos para comemorar essas festas de final de ano.
Não querendo ser advogado do diabo, mas já sendo, eu acho importante que a gente tenha consciência da nossa finitude, tenhamos consciência da nossa pequenez no universo, tomemos consciência das nossa limitações e consigamos lidar que um dia nos tornaremos pó, muitas vezes muito antes do que imaginávamos. Sendo assim, daremos muito mais valor no nosso hoje, saibamos agradecer, seja qual for a religião ou não, mas saibamos dar valor aos nossos momentos, por que o ano é uma somatória de momentos, muitas vezes tudo se vai em um momento apenas. Muita vez como diz a música do Gilberto Gil "Tempo Rei": Mães zelosas, pais corujas vejam como as águas de repente ficam sujas, não se iludam, não me iludo, tudo agora mesmo pode estar por um segundo" 

TEMPO REI

Não me iludo
Tudo permanecerá do jeito
Que tem sido
Transcorrendo, transformando
Tempo e espaço navegando todos os sentidos

Pães de Açúcar, Corcovados
Fustigados pela chuva e pelo eterno vento
Água mole, pedra dura
Tanto bate que não restará nem pensamento

Tempo rei, ó tempo rei, ó tempo rei
Transformai as velhas formas do viver
Ensinai-me, ó Pai, o que eu ainda não não sei
Mãe Senhora do Perpétuo socorrei

Pensamento, mesmo fundamento singular
Do ser humano, de um momento para o outro
Poderá não mais fundar nem gregos nem baianos

Mães zelosas, pais corujas
Vejam como as águas de repente ficam sujas
Não se iludam, não me iludo
Tudo agora mesmo pode estar por um segundo

Tempo rei, ó tempo rei, ó tempo rei
Transformai as velhas formas do viver
Ensinai-me, ó Pai, o que eu ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo socorrei

sábado, 21 de setembro de 2013

Eu tenho um sonho

Eu vou bem, estou indo! estou na luta buscando vitórias...
Na verdade, escrevi essa frase acima, porque no mundo que a gente vive, quase ninguém quer mais  saber como anda o outro, como o outro está... as pessoas não se importam mais pelo outro. Muitas vezes parece que a pessoa gosta da gente, mas não passa de um interesse, ela está só, daí nos procura, mas tão logo ela se ache, ela te abandona como se nunca tivesse precisado de você... nem falo do interesse material que existe e está a nossa volta, vale mais quem tem mais, eu falo do interesse das pessoas que buscam nossas boas energias...
Eu sou discrente do ser uma humano de uma forma geral, existem muitas pessoas humanas, muitas pessoas boas, mas não são maioria, muito pelo contrário, são minoria absoluta, são poucas, são raras.
Eu acho tão lindo o discurso de Luthe King (I have a dream - Eu tenho um sonho) quando ele fala que tem um sonho, um sonho de liberdade de um dia ver negros e brancos sentados à mesa, fala que um dia ninguém seria mais diferenciado por sua cor, mas pela pessoa que é... é um sonho que também tenho, um sonho de um mundo de paz e mais humanidade onde o valor do ter seja muito menor que o ser, onde a aparência ou cor da pele não importe, mas sim o que a pessoa é...
Veja  um pouco sobre Luther King
 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Violência, maldade

Vendo os jornais nos últimos dias, chego a ficar arrepiado com tanta crueldade, tem vezes que faço questão de não ouvir telejornal, não ver, não ler, não ouvir, tal é a crueldade das notícias, é uma morbidez só, parece que nosso ID está livre sem o menor SUPEREGO para censurá-lo, o nosso Ego não consegue mediar entre os instintos (pulsão) e a realidade, nosso superego, como disse está enfraquecido, está dopado, é o caos... por toda parte fala-se de alguém que foi morto cruelmente, foi morto porque olhou pro bandido, foi morto porque disse vai com Deus, foi morto porque não tinha dinheiro, foi morto porque era um policial a paisana, foi morto porque era filho de um policial, foi morto porque era um mendigo, foi morto porque tinha dinheiro, foi morto porque parecia com fulano... o motivo para as mortes das pessoas é torpe, não há razão lógica pra tanta maldade, tanta ira... até quem é contra  à pena de morte, que é o meu caso, acaba repensando sobre a própria opinião.  Ultimante a crueldade ganhou um vulto enorme, uma dentista foi morta queimada viva porque não tinha dinheiro no banco, um mês  depois outro dentista foi morto pelo mesmo motivo, nessa semana um rapaz teve o corpo queimado em um assalto e teve que pular do carro em movimento pra fugir dos bandidos...triste, triste
Esses dias em sala de aula eu falava sobre a individualidade, falava de como a sociedade nos tira a nossa essência e nos faz iguais aos outros, falava de como o capitalismo nos trata apenas como números, deixamos de ser uma pessoa, de ser um indivíduo para sermos um numero estatístico apenas... a banalização da vida humana chega a um ponto de popularmente um individuo morto numa avenida da grande cidade não passar de um "presunto", triste constatação da realidade. Nós pessoas boas, cheias de amor pra dar, ficamos enfezados quando ali na frente tem um motoqueiro morto, o seu corpo estendido vai fazer com que eu chegue tarde em casa, esses motoqueiros irresponsáveis... eu lembrava da música do Chico Buarque que dizia num trechinho: "Morreu na contramão atrapalhando o trafego..."amor, o que é amor? não sei o que é, mas não existe mais.
Jesus disse:  por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos se esfriará"...ele tava certo? poxa vida...será que isso não vai mudar?
Qual minha culpa nessa desgraceira de violência? o que eu posso fazer pra ajudar a mudar isso? será que a culpa disso é a pobreza? será que os políticos são culpados por isso?  será que é pelas famílias terem mudado e hoje já não serem como há 40 anos? Quem  será que têm mais culpa  os homens ou mulheres?

As mães não ficam mais em casa com seu filhos, têm que trabalhar, tem que ajudar o marido ou não tem o marido, são elas os chefes de famílias...muita coisa mudou, muitas para melhor, mas as mudanças, me parece faz com que estejamos numa fase de adaptação, acho que a lei de Darwin também está aqui, ou seja, a sociedade vai ter que se adaptar, a sociedade que sobreviver terá que ser uma sociedade melhor, onde haja mais harmonia e fiquem os melhores indivíduos da espécie, porque do jeito que está agora, ainda temos muito para evoluir, eu sei que não verei essa evolução, ou seja, não viverei pra ver os resultados.
Acho que estamos "no princípio era o caos..."
 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Escrever com o coração.

Às vezes, venho aqui tentar escrever coisas diferentes do que geralmente escrevo, mas por mais diferente que eu queira ser, não difiro muito do que falo em outras ocasiões, é, mais ou menos, como um compositor musical, a gente imagina de quem é tal música pelo jeito da canção, ou sabe de quem é tal quadro pelos traços, pelos riscos, pelos tons, por coisas assim, ou seja, a arte, o escrever, o interpretar, o pintar, dançar, etc,  são coisas que vem da alma, a gente escreve o que vem de dentro por mais de fora que queiramos falar. O ator interpreta diferente de outro, ainda que fale a mesma frase, cada um traz coisas suas que são colocadas para fora no vários tipos de linguagem que temos como forma de nos comunicar com os outros e com nós mesmos.
Ao nos expressarmos, se dermos ouvidos ou repararmos em nós mesmos entenderemos muito melhor o que queremos dizer...na filosofia a principal coisa é a reflexão crítica, quem não a tiver, não tem como se conhecer, se entender, se modificar e progredir, quem não tem o mínimo conhecimento de si mesmo como entenderá o outro?
Voltando a falar de escrever, trabalho com adolescentes, principalmente as meninas se expressam muito através da escrita, os meninos bem menos, vejo que elas, muitas vezes, inconscientemente estão escrevendo para elas mesmas e até gostariam que alguém lesse aquilo que escrevem sem julgar  o que está escrito, é uma necessidade de colocar pra fora o que as incomoda,  é uma necessidade de mostrar um pouco ou muito, de si que está guardado.



Freud diz:
"Ninguém escreve para ganhar fama, que, de qualquer maneira, é coisa transitória, ou para atingir a imortalidade. Seguramente, escrevemos em primeiro lugar para satisfazer alguma coisa que se acha dentro de nós, não para as outras pessoas. É claro que, quando os outros reconhecem os nossos esforços, a satisfação interior aumenta, mas, mesmo assim, escrevemos primeiramente para nós mesmos, seguindo um impulso que vem de dentro." 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Felicidade

Hoje, venho aqui falar um pouquinho sobre sentimentos, sobre representações, coisas que para um tem sentido, mas que para outro pode não ter sentido algum. Nesses últimos dias não sei bem porque, me bateu muita saudade, não saudade de um tempo antigo, mas de pessoas próximas que não estavam tão próximas, é uma dor que é difícil definir. Eu me considero um cara alegre com momentos de tristeza, mas não sou triste, muito triste uma pessoa triste, estar triste é uma coisa, ser triste é outra.

Dialética
É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...
(Vinícius de Moraes)

Eu sempre fui fã da Marilyn Monroe um ícone de glamour e beleza, tristeza, desamor e dissabor, contradições, o ser humano é contraditório...a vida é assim, nem tudo o que parece é, tem pessoas que se olharmos com nossos olhos estarão transbordantes de alegria e felicidade, mas não é assim, cada um sabe o que passa no seu interior e "o coração é terra que  ninguém pisa", é muito difícil se definir, imagine a gente definir o outro. A felicidade é intransferível, pertence a cada um, ou seja cada pessoa sabe o que lhe deixa feliz e o que não permite que ela seja feliz, mas não basta saber, tem que ser, não ser feliz é muito cruel, mas quem é feliz verdadeiramente? acredito que por mais que sejamos ou nos julgamos felizes, ninguém é totalmente feliz, a felicidade é uma coisa utópica, será?

domingo, 7 de outubro de 2012

Mitomania - mania de mentir

Mitomania  é o termo usado para descrever pessoas que são dadas à mentira, ou seja, pessoas que tem isso como uma característica, mentir, mentir, mentir...
Eu, particularmente, conheço alguns mitômanos, pessoas que são até pessoas bacanas, mas não dá pra levá-los a sério porque mentem compulsivamente. Uma coisa essencial em qualquer relação é a confiança, ou seja, se a pessoa mente por qualquer coisa, você não vai acreditar quando ela te falar uma verdade. O mitômano é uma pessoa que provavelmente tem uma baixa autoestima, então mente conta histórias, conta lorotas, conta muitas coisas... se você acreditar, aí é outra coisa. Na verdade, a gente quando fala: "Fulano é um mentiroso", parece tudo uma coisa engraçada, mas não, essa mania pode acarretar inúmeros transtornos com pessoas próximas do mentiroso, todo mundo entra no rolo.
Existem casos em que pais simulam doenças dos filhos (Sindrome de Münchausen), mentem que os filhos estão doentes para, com isso, se sentirem bem, é uma forma deles mostrarem o quão amorosos são, são bons pais, como sofrem pelos filhos, há caso de pais forçarem doenças para que os médicos acreditem que eles estão falando a verdade sobre as doenças do filho. (para saber mais clique no link acima).
Há alguns anos eu dava aula de reforço de matemática, um dia apareceu uma mãe e pediu que eu desse aula de reforço para seu filhinho, se não me engano o menino tinha uns 8 ou 9 anos, dizia ela que o menino estava muito mal na escola, ela me contou uma história, dizia que desde o dia em que ela pegou seu marido com outra mulher na cama, seu menino começou a ter problemas psicológicos e físicos, depois que se separaram o menino não estava bem... depois de uns dois dias me chega o menino, conversei com ele, aparentemente normal, um menino de 8 ou 9 anos, nada mais que isso. Em outro dia o menino volta, tava com o cabelo meio molhado, empastado, eu perguntei o que aconteceu com seu cabelo? ele respondeu, eu fui fazer aquele exame de louco, o médico colocou um monte de fio na minha cabeça...resumindo, não precisava ser nenhum Freud para saber que o problema estava muito mais com a mãe do que com o menino, ela (mãe) veio outras vezes e continuava contando história, do dia da hora, da outra, da briga, do choque...depois disso tive a certeza que ela queria apenas usar o menino pra castigar o pai, para o constranger a se culpar pelo sofrimento do filho e claro dela também, imagino que até as minhas aulas foram jogadas na cara do pai :"Olha fulano, seu filho tá tendo que ter aulas de reforço por sua causa". Se os pais "voltaram" depois, não sei, nunca mais vi a mãe ou o menino, não sei mais o que aconteceu.
Eu tenho um amigo, ele sempre foi mentiroso, contava coisas bobas, quem não o conhecia até acreditava, ele mentia descaradamentente e até hoje continua mentindo, mas mente muito mesmo, ele é uma pessoa que não é quem ele queria ser, por isso mente e vive de mentir, vive uma vida de sonhos, de vez em quando fala uma verdade, verdades que faz com que muitos acreditem nas suas mentiras. Acho que a gente, mente também porque, no caso desse meu amigo, a gente finge que acredita, a gente acaba sendo mais mentiroso que ele. Tem uma história de um concurso de mentiras, sobraram dois finalistas, um contou uma história que estava pescando num rio do pantanal, veio um peixe gigante e virou o barco, esse cara caiu na água e com ele todos os apetrechos da pesca e um lampião emprestado que estava aceso na hora, era noite, esse cara mergulhou tentando encontrar o lampião, mergulhou várias vezes durante uns dez minutos, de repente encontrou o lampião do amigo, e acreditem, ainda estava aceso...esse cara no concurso ficou em segundo lugar, o que ficou em primeiro ganhou porque falou: "eu acredito em tudo o que ele contou."
Resumindo: todos nós mentimos uma hora ou outra e várias vezes ao dia, mas são mentiras pra nos livrar de algo, ou até deixamos de falar verdades para não magoar pessoas, mas o que não pode é a gente viver uma vida de mentira em todos os momentos e sermos aquilo que não somos, tem gente que é sedutor 24 horas, vive o tempo todo pensando que está no bigbrother, fica sempre fazendo charme, vivendo uma coisa que não é.  O importante é que a gente se conheça, que saiba se entender, que perceba que aquilo que faz não lhe trará benefícios no futuro, pra que viver mentindo?
Se a mentira atrapalha sua vida e das pessoas ao seu redor, procure ajuda, um psicólogo poderá te ajudar muito...não há ação sem motivo. Tem uma frase grega antiga que diz: "Conhece-te a ti mesmo."

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O Homem velho é o rei dos animais

Eu estava vendo uma reportagem sobre Caetano Veloso e Gilberto Gil e Paulinho da Viola, Três representantes da música popular brasileira que estão fazendo 70 anos, muito legal porque a gente vê que  Caetano Veloso estava certo na sua música (Força estranha), quando diz: " Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista, o tempo passou e no entanto ele nunca envellhece...", Não orna alguém chamando o Caetano Veloso de Seu Caetano, Ou o Gilberto Gil de seu Gil, Ou o Paulinho da Viola de Seu Paulinho, O que escrevo agora é exatamente sobre isso, sobre a experiência de  vida, sobre a idade passar e a gente conseguir essa experiência que somente o viver nos dá, ou seja, por mais inteligente que um jovem seja, ele não saberá muitas coisas que um velho sabe com  conhecimento adquirido pela experiência, pelos anos de vida.
Um velho lúcido é fogo, ele já não tem o rabo preso, não se preocupa tanto em ser simpático, é mais coerente nas suas opiniões, porque já passou por muitas coisas e essas experiências dá um conhecimento impagável. Se nós olharmos o mundo, quem manda no mundo, são os mais velhos, geralmente mais de 50 anos, exemplos, Barack Obama,  Bill Gates,  Dilma Vana Rousseff, Hillary Clinton, Angela Merkel, Cristina Kirchner, são só exemplos, lembrando que no Brasil pra ser Presidente da república tem que ter mais de 35 anos de idade, para ser senador da república também. Lembrando que no Brasil o Presidente mais novo, se não me engano, Foi Fernando Collor de Mello...
Eu escrevo esse texto porque esses dias eu havia dado um trabalho pra alguns dos meus alunos, pedindo que pesquisassem e fizessem uma entrevista com uma pessoa idosa (terceira idade, mais de 60 anos), vi que ainda há muita desinformação dos meninos e meninas que pouco sabem sobre  o idoso. Eu particularmente acho mais pesado falar idoso do que falar velho...acho que a palavra velho pode ter vários significados e alguns muito bons, enquanto que idoso, me parece que fica sendo um adjetivo em que para o meu entendimento fica sendo como uma pessoa que está no fim, esse é meu entendimento, não sei se outros veem assim, mas para mim a palavra idoso não me cai bem.
Voltando a falar de velho, acho que velho é um termo, como disse, pode ter várias interpretações. Meu  avô era chamado de velho, mas, o velho dele, nunca deixou de ser respeitado, nunca perdeu a autoridade, a sabedoria; que saudades do velho Sergio, é assim que ele era chamado por todos os amigos.
Em suma, quero dizer que  um homem mais velho tem a probabilidade de se sair bem por causa da experiência adquirida em sua vida, claro que isso não quer dizer que um jovem não tenha inteligência, conhecimento, mas digo que provavelmente um velho se sobressairá pela sua vivência e experiência de vida.  Tem um ditado que mais ou menos diz assim:
"O diabo não é esperto porque é diabo, é esperto porque é velho"
 
O Grande Caetano, que tem setenta anos, tem uma música, no caso, a letra diz:
O Homem velho
O homem velho deixa a vida e morte para trás
Cabeça a prumo, segue rumo e nunca, nunca mais
O grande espelho que é o mundo ousaria refletir os seus sinais
O homem velho é o rei dos animais

A solidão agora é sólida, uma pedra ao sol
As linhas do destino nas mãos a mão apagou
Ele já tem a alma saturada de poesia, soul e rock'n'roll
As coisas migram e ele serve de farol

A carne, a arte arde, a tarde cai
No abismo das esquinas
A brisa leve traz o olor fulgaz
Do sexo das meninas

Luz fria, seus cabelos têm tristeza de néon
Belezas, dores e alegrias passam sem um som
Eu vejo o homem velho rindo numa curva do caminho de Hebron
E ao seu olhar tudo que é cor muda de tom

Os filhos, filmes, ditos, livros como um vendaval
Espalham-no além da ilusão do seu ser pessoal
Mas ele dói e brilha único, indivíduo, maravilha sem igual
Já tem coragem de saber que é imortal
 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Sou brega?

Um dia da semana passada, cheguei em casa, minha irmã me falou: você viu? o Wando morreu!
Fiquei triste, pensei, poxa vida, a vida não é nada mesmo.
A semana se foi, ele já foi enterrado; infelizmente é assim, morreu acabou, pelo menos nessa terra!
Eu, desde criança, sempre ouvia a sigla MPB, eu pensava, mas o que é MPB? musica popular brasileira, mas por que umas são mais populares que outras? eu achava interessante porque na época que eu era criança, esses cantores, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilbero Gil, não eram tão populares como alguns outros que vendiam muito e alegravam o povão. Na minha ingenuidade de criança, eu pensava que tudo era natural, que um cantor fazia sucesso porque sua música era boa, porque as pessoas queriam mesmo ouvir; eu não imaginava que tudo era um grande comércio onde quem mandava era o interesse e tudo girava em torno do capital, eu não sabia que a cultura era um produto que devia ser vendido, não importava a qualidade o que importava era o retorno que tal produto dava para quem investia nele. Na filosofia isso é chamado de cultura de massa, mas isso é cultura ou é apenas ideologia, propaganda, menosprezo a inteligência da massa? fica a pergunta, a massa não tem opinião própria, será que sempre a mídia faz a cabeça das pessoas para verem  e gostarem do que a ideologia quer? sera que um filme deve ser bom só porque sua propaganda é cara?´
No dia a dia, me irrita muito, quando vejo um artista estrangeiro que vem fazer shows no Brasil, quando o homem chega, começa-se a falar dele no Jornal da manhã, no Jornal da tarde, no Jornal da noite, começa a aparecer reportagens com cara de jornalismo, na verdade tudo é propaganda, o caras ficam enfiando na nossa goela, até quem não é fã, não gosta muito, acaba indo ver o artista, de tanto falarem, de tanto se comentar, parece que se o cara não gostar, não ir ver, não comprar um DVD, ele será um cara que está por fora, a mesma propaganda que se faz com produtos, se faz com um produto chamado cultura, cultura de massa, tudo isso chega a nós pelos meios de comunicação social.
Eu no início dessa fala, comecei a falar do Wando, um cara importante na música do Brasil, mas que era tido como brega, fez muito sucesso e continuará fazendo sucesso, ainda mais agora que morreu, vão fazer de tudo pra vender tudo o que ele não vendeu nesse últimos anos, é assim, não tem jeito.
Fica a pergunta pra terminar esse texto, porque senão, não paro de escrever: O que é brega e o que é "MPB"? o brega também não é MPB?
Sou da opinião que isso não existe, ou seja,  o Michael Jackson era brega? o Elvis Plesley era brega? o Roberto Carlos é Brega? o Elton John é brega? eu acho que se for ver o que é brega, seria aquilo que não tem qualidade, mas aí está uma questão porque isso é subjetivo, o que é brega hoje poderá ser o CULT de amanhã, basta a gente ver algumas músicas regravadas pela cantora Marisa Monte, adoro as regravações dela, se fosse outro cantor gravando, diriam que é brega! o Caetano já gravou músicas ditas bregas e ficou CULT.
Resumindo: a cultura de massa, de uma forma ou de outra, é sempre uma transmissão ideológica, ou para um grupo definido ou para a população em geral, quem quiser aceitar como verdade, que aceite.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Herança Virtual

Eu, já  faz um tempo, comecei a pensar sobre a questão de quando uma pessoa morre e deixa suas coisas virtuais guardadas em um site, por exemplo google, Orkut, facebook ou algum site de armazenamento de arquivos...é um assunto que há 20 anos ninguém pensava que poderia existir.
Eu tenho uma amiga, uma menina que morreu de leucemia faz uns quatro anos, ela tinha orkut, inclusive, era minha fã, ela é até hoje, espero que continue, ou seja, que ninguém exclua sua conta e de outras pessoas que conheço e que já morreram também, mas onde quero chegar com esse papo?
É uma questão que antes não havia, ou seja, uma pessoa morre e deixa arquivos virtuais guardados em algum lugar, ou a família quer manter, ou a família quer recuperar, ou excluir tais arquivos; visto que somente o morto sabia as senhas para se recuperar tais arquivos, aí que mora a questão, por exemplo, um filho muito querido morreu e ele tinha fotos e arquivos guardados em algum lugar, a família quer manter as coisas que a pessoa tinha, ou quer recuperar outras. Isso, é uma questão de direito, não tão simples quanto parece, ou seja, de quem são as coisas virtuais do falecido?
A família tem direitos compulsório sobre o que era do morto?
Ela tem direitos sobre aquilo que foi postado, ou guardado?
Por exemplo, uma página do orkut, Facebook, myspace,  a família ou uma pessoa tem direito de fuçar no perfil do morto, mantê-lo ou excluí-lo?
Há um tempinho, vi uma reportagem que teria, mas só se o falecido deixasse algo escrito dizendo que essa ou aquela pessoa teria esse direito. Complicado, isso é pra gente ver como o mundo mudou, como foi a evolução dos nossos tempos. Quer queiramos ou não, é uma questão ética, ou seja, quem tem o direito de mexer em coisas íntimas do morto? se ele não mostrava antes quando vivo, será que permitiria que outras pessoas vasculhassem seu arquivos depois de morto?
Questões dos nosso tempos, coisas virtuais, mas muito reais.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe

Essa época do ano (começo), pra mim, é muito gostosa; revejo um punhado de gente, descanso, durmo tarde, acordo mais tarde ainda...mas tudo que é bom, uma hora acaba, ou seja tudo acaba, tudo, inclusive nós, a gente passa, a vida passa, a alegria passa, a tristeza passa...tem um dito popular que fala: " Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe", embora a filosofia negue o senso comum, mas há muita sabedoria popular, o povo tem sua sabedoria.
Muita gente pensava que começaria bem 2012, muitos nem mais aqui estão, já se "foram" (eufemismo),  assassinatos, enchentes, soterramentos...falando em soterramentos e enchentes é muito triste, sai ano, entra ano, as coisas se repetem, o mal do Brasil é a corrupção, acho que não há mal pior. Vendo o que aconteceu no Japão em março passado e vendo como já estão as coisas lá (As cidades estão sendo reconstruídas, as ruas limpas, os portos funcionando, o Aeroporto funcionando...), fico feliz por eles, fico triste por nós...aqui no Brasil, infelizmente, as coisas não andam e quando andam vão a passos de tartaruga. No ano passado, começo de 2011 houve aquela mortandade, chuvas, soterramentos nas cidades serranas do Rio, quando vai ver como estão agora, quase nada fizeram, o dinheiro que veio pra ajudar as pessoas, passaram a mão no dinheiro, até prefeito foi tirado do cargo, mas infelizmente quase nada foi feito, é uma pena, o Brasil é assim, mas isso não quer dizer que um dia não mude, espero por esse dia, o povo brasileiro espera por esse dia, um dia em que haja menos ladrões de colarinho branco, ladrões que usam a fala e a caneta como armas para roubar e iludir o povo. Que democracia a nossa!!!!
Tem chovido muito em várias regiões do Brasil, há muitos desabrigados, espero no ano que vem, estando eu vivo, poder falar diferente, ou seja, poder falar que resolveram muitas coisas, muitas coisas foram resolvidas e há menos corruptos, há menos ladrões, não ladrões de bancos, mas ladrões do povo  brasileiro,  tomara,  que a gente possa falar só de coisas legais, tomara.....

domingo, 31 de julho de 2011

Tudo na mesma, nada de novo

A gente quando encontra uma pessoa pergunta: "como andam as coisas?", geralmente a pessoa responde: "tudo na mesma"... aí que eu penso, na mesma nada! a gente muda tanto de um dia pro outro, de uma semana pra outra, de um mês pra outro...por mais que a gente ache que tá tudo igual, não está; é como quando alguém faz um tempo que não vê a gente, a gente pensa que não mudou nada, até que o outro fala: "Pô! cara, você tá diferente pra caramba!" na verdade, isso vale ao contrário também, as pessoas modificam fisicamente, eles mudam, nós também, claro.
Eu tô falando de mudanças físicas pra dizer que mudamos muito mais interiormente, senão, a pessoa não é uma pessoa saudável, uma pessoa aberta, livre, ou seja, uma pessoa mentalmente saudável sempre mudará, sempre terá conceitos mudados, claro que não será outra pessoa, mas será uma pessoa evoluida. Não tem nada mais chato do que você ver uma pessoa, passa um tempo, o cara volta com aquelas mesmas ideias, preconceitos, um monte de baboseiras ultrapassadas, mas fazer o quê? mas é chato. É claro que a pessoa tem que ter opiniões, mas também ninguém é obrigado a pensar igual ao outro, mas ser coerente é o que manda, é o equilibrio, ou seja, mudar com equilibrio, faz bem pra quem mudou, faz bem pra quem percebe a mudança.
Eu particularmente não acredito em 8 ou 800, acredito no equilibrio, já falava Aristóteles que a felicidade é o equilibrio, é a temperança, tem gente que fala:" comigo é assim, ou é pau ou é pedra, é tudo ou nada, é 8 ou 800", mudar é bom, mas na medida, beber é bom, mas na medida, dormir é bom, mas na medida...
Então, meu recado é: sempre estamos em mudanças, somo igual a um rio, não se pode tomar outro banho no mesmo rio, ele muda, a gente também, nunca somos os mesmos, embora, pareça que sim, mas...
isso vale também para o nosso dia a dia, muitas coisas acontecem que são simples, são pequenas, mas a somatória dessas coisas é que juntas formam nossas vidas, então, com certeza, no seu dia aconteceu ou acontecerá algo importante, coisas acontecem sempre.
Quando passar uma semana e alguém te perguntar como andam as coisas? pare para pensar para não responder: "tudo na mesma", "nada de novo".

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Minha linguiça não é mais a mesma.

Às vezes,  eu venho escrever aqui e me deparo com algum erro ortográfico de alguma coisa que já escrevi anteriormente, ou seja, a língua portuguesa é difícil pra caramba, se é difícil para nós, imagine para um estrangeiro...
Eu acho bonito a forma como os portugueses falam, escrevem bem, respeitam muito mais as regras do que nós brasileiros, apesar que a nossa por ter o tupi-guarani se torna muito mais dinâmica, quanto ao sotaque, acho o nosso mais bonito, mas é uma questão de opinião.
Eu comecei o assunto hoje pensando em falar sobre as mudanças na nossa língua que já são válidas, mas que a partir de 2012 serão geral para os países de língua portuguesa.
Eu particularmente, ainda estou perdido com as regras (regras ortográficas), tô indo por instinto, quer dizer, mais ou menos.
Sei que alguns acentos sairão outros continuarão...um que pra mim fará a maior falta é o trema, aqueles dois pinguinhos que davam um som super diferente na palavra falada, agora na escrita tanto preguiça e linguiça se escrevem iguais, por isso digo que minha linguiça (lingüiça) não será mais a mesma. Fica aqui o meu protesto contra os que mudaram a ortografia: "QUERO MINHA LINGUIÇA DE VOLTA" , LINGÜIÇA, LINGÜIÇA, LINGÜIÇA...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Só sei que é feriado

Eu lembro, quando eu era criança eu aprendia na escola os nomes dos feriados ou os dias festivos, era proclamação da república (15 de novembro), Tiradentes (21 de abril), sei lá, qualquer data importante para a história da república, hoje em dia, parece que a molecada vai à escola, mas não assimilam nada, ou seja, história não é importante, geografia não é importante, eles só sabem que é feriado prolongado (feriadão), nada mais interessa. 
No tempo que os Generais mandavam no Brasil, os meninos eram mais patriotas, a gente aprendia muito mais sobre civismo do que agora, deveria ser o inverso, hoje por a gente ter muito mais liberdade é que a gente deveria se interessar mais pela nossa história, pelo aquilo que somos, pelas coisas importantes que aconteceram, mas, infelizmente, isso não acontece,  os meninos e meninas estão por fora, seus pais idem, é uma geração que, não sei porque, perderam a vontade de saber coisas que são básicas para um país que se gosta, que se valoriza...ninguém sabe mais o hino da bandeira, hino do exército, parece que tudo isso virou uma grande caretisse, eu lamento.
Outra coisa que me doí no peito é quando vejo as escolas festejando o Halloween, dias das bruxas, sinto até vergonha, não tem nada a ver, é uma macaquice, isso é o que eu acho, posso estar errado, mas não engulo essas coisas. Outra coisa que me irrita é esse patriotismo furado nosso, parece que o Brasil só é Brasil quando tem futebol da seleção, eu torço, eu gosto, mas a gente esquece de coisas básicas, coisas importantes da política, coisas para reclamar, nessa hora dos jogos de futebol da seleção de futebol, somos patriotas de araque, pior que nessa hora tem gente que quando toca o hino nacional, põe a mão no peito e chora... 
Hoje, tô fazendo minha catarse, pondo os bichos pra fora, falando um monte, mas se você discorda do que eu falei aqui, dê sua opinião, replique, critique, meu blog é democrático...

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Estereótipos

existem muitas coisas esteriotipadas, algumas são bem evidentes, por exemplo, a imagens que as pessoas tem de um cientistas, ou de um psiquiatra, muitos dizem que são doidos, malucos...não sei porque essas imagens tomam conta do imaginário popular, mas muitas pessoas pensam assim. Uma que tenho convivido e sou obrigado a viver e ver é a que diz respeito aos deficientes físicos (sou um deficiente físico), hoje não tanto quanto antigamente, mas ainda há muito preconceito em relação como as pessoas vêem a gente. As pessoas imaginam que deficiente não escuta, não pensa, não fala, é comum uma pessoa falar com quem está acompanhando o deficiente e perguntar o nome do sujeito, comigo já aconteceu muito, acontece com cegos, cadeirantes, é uma ignorância, mas existe e muita. As pessoas não imaginam que um deficiente físico é alguém como outra pessoas qualquer, tudo que uma pessoa "normal" faz, um deficiente faz também, vai a banheiro, toma banho, urina como, bebe, faz sexo, se apaixona, chora, ri, gosta, desgosta...
Eu comecei a escrever, eu ia falar de estereotipias a respeito de profissões e outras coisas, mas no fim acabei falando de deficiente físico, eu já devo ter escrito alguma coisa sobre isso, mas sempre vale falar mais sobre o assunto porque o mundo está mudando e mudando rapidamente. Se antigamente um deficiente era alguém que ficava num quarto, ou num porão, hoje, não é mais assim, eu conheço muitos que levam uma vida bem legal e produtiva, lutam por várias coisas, lutam por melhores espaços, melhores oportunidades, lutam por um amor, por um emprego...
No meu ponto de vista, um cadeirante não precisa ser visto como uma pessoa "normal", pra mim o normal é alguém andando, caminhando, escutando, enxergando,  mas o que interessa é que nossos direitos sejam respeitados porque somos diferentes, por isso precisamos que nossos direitos sejam respeitados, através das leis conseguimos ser menos diferentes. 
O que é legal é que a gente, deficiente, pode fazer parte da sociedade e enfrentar nossos obstáculos tendo as pessoas amigas, as pessoas sem deficiências e com deficiências nos apoiando e dando a maior força pelo aquilo que lutamos.
Sendo assim, diferentes ou não, vamos levando nossa vida em frente buscando ou seguindo pela nossa vereda que é longa, nossa estrada tem muitos obstáculos, preconceitos, pedras no caminho...

Abaixo, um vídeo que fala um pouco sobre a história da deficiência e a sociedade.


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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Violência!! longe de nós!!

Por mais que a gente queira ser diferente, por mais que eu queira inovar aqui nas minhas conversas, mesmo assim sempre há alguma coisa de uma conversa anterior, a gente fala aquilo que acredita, ou seja, o que eu escrevo aqui, por pouco que seja, acredito que fale muito de mim, porque eu gosto de dar minhas opiniões e sei que nem sempre estou certo, mas as coisas que falo hoje é o meu jeito de ver a vida, a gente muda muito, eu acho normal, mudar faz parte da gente e olha que o ser humano tem uma vida bem curta se compararmos ao universo, ao tempo das coisas, mas mesmo vivendo 70 ou 80 anos dá pra mudar muitos conceitos.

Geralmente o que escrevo aqui esta baseado na Psicologia e Filosofia, mas nem sei, gosto de falar de tudo, na verdade, tudo é comportamento (Psicologia) ou tudo é Reflexão (Filosofia), tudo é filosofia e Psicologia.

Eu sou um cara que observo muito, acho que falar um monte, muita gente fala, mas observar, refletir, pensar como será lá na frente, poucos fazem isso, depois têm que ficar "remendando"...

A palavra da vez é o bullying, parece que só isso é que existe, claro que depois da tragédia de Realengo deu pra perceber que não é só na casa do vizinho que acontecem coisas ruins, na nossa também. A gente é muito egocêntrico, tem a mania de achar que nada de ruim vai nos acontecer, alguns acham que Deus é exclusividade deles, com eles nada acontece, Deus cuida deles totalmente, menos do vizinho. Voltando à chacina, não quero dizer que dava pra evitar o que aconteceu porque a loucura é uma coisa difícil e por mais que a gente seja rigoroso com a segurança, tem coisas que não dá pra evitar, numa escola sempre haverá pais de alunos, tio de alunos, ex-alunos, pelo menos, é o que entendo de escola, claro que não é a casa da mãe Joana, mas é um lugar onde as pessoas podem e devem entrar, pelo menos, acredito que na escola pública deva ser assim, a menos que a gente queira ser iguais aos americanos que, hoje em dia, tem medo até da própria sombra.

Hoje de manhã, eu estava dando uma olhada na tevê e pouquinhos minutos de observação, eu via como os americanos pregam a violência!! como os caras falam de guerra e de armas e de violência, ou seja, qualquer filme americano, tem explosões, tiros, socos, tudo em exagero...além do mais, os "homens" estão sempre envolvidos em várias guerras, onde houver uma guerra tem um porta-aviões americano, um caça, um bombardeio americano. Eu penso que tudo vai e volta, violência gera violência, é uma coisa óbvia.

Na nossa tragédia de Realengo, acredito seja uma coisa pontual, mas se a gente não tomar cuidado, não prevenir e continuar com essa cultura de violência que a gente também prega, muitos outros loucos aparecerão, o homem é produto do meio, precisamos de uma cultura de paz, mas paz de verdade, não dá boca pra fora.

Infelizmente, a gente depende, para nossas mudanças, dos políticos, esses não estão nem aí com a igualdade, com justiça, com cultura, com educação, pra eles o que importa é o próprio umbigo.
Pobre que se dane!!!!!!!!!!




Abaixo o vídeo do menino australiano que sofreu bullying a vida toda e ficou famoso por ter reagido violentamente contra uma das agressões que sofreu.


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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Viver não é fácil!

Eu conversando com uma amiga querida, Angelina, falavamos sobre muitas coisas, é pra ela que ofereço esse artigo porque ela me inspirou a escrever esse tema.
Eu e a Angelina estavamos conversando sobre coisas da vida, sobre as coisas que a gente conquista, sobre as nossa instabilidades, sobre a gente se sentir pressionado pela sociedade, pela família, falávamos de arte, filosofia, artes cênicas...
Na verdade a gente, nós seres humanos, vivemos sempre em função dos outros, a gente desempenha papeis, ou seja, de pai, de mãe, de irmão, de irmã, de funcionário, de namorado, namorada, noivo, noiva, são papeis infinitos que desempenhamos.
Somos atores num grande circo, muitas vezes, mereceríamos o oscar, não é fácil.
Nos dias de hoje é muito difícil viver sem stress, o nosso corpo reclama tanta pressão.
A gente fica doente não por sermos fracos, mas como uma forma de resistirmos tanta pressão que a gente mesmo se impôs desempenhando nossos papeis.
Falavamos, sobre o amor, sobre confiar no outro, sobre o quão importante é o outro na nossa vida, mas que com o tempo, coisas acontecem que fazem a gente mudar de ideia, até o gostar, querer, o amor, mudam, a gente é uma metamorfose, a gente não para.
Uma pessoa saudável, segundo a teoria humanista, é aquela pessoa que sempre se auto-atualiza, ou seja, muda, mudar faz parte, hoje sou uma pessoa, amanhã serei outro e continuarei mudando a desempenhar outro personagem nesse teatro, nesse circo que é a vida.

abaixo a letra de uma música cantada pela Elizeth Cardoso, o título é "ri".

Ri,

Podes rir, não faz mal,
Todo amor afinal,
Deixa o peito sangrando,
Um coração chorando,
Alguém se lamentando,

Ri,

Quanta gente infeliz,
A sorrir, ninguém diz,
Leva a vida cantando,
A própria dor negando,
O seu amor calando,
No picadeiro ao léu,
Palhaços sem papel,
Somos todos nós,
Falseando a voz,
E a platéia chora rindo !



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sábado, 22 de janeiro de 2011

Minhas escolhas

Às vezes, fico pensando sobre o sentido da nossa vida, o que é a vida?
muitos filósofos falam sobre isso, na verdade, se pensarmos bem, todos falam sobre isso. Existe um filósofo Francês, Sartre que fala sobre isso, sobre o significado de viver, sobre a liberdade, sobre a Existência, ele era um dos filósofos mais importante do Existencialismo que é uma corrente filosófica que discute exatamente essas coisas, a vida, o viver, a angustia da morte, questões inerentes a quem vive, inclusive, na psicologia existem psicólogos que atendem seus pacientes (clientes) seguindo a teoria existencialista. Eu particularmente, penso algumas coisas diferentes de Sartre, ele era um existencialista ateu, não acreditava em Deus, eu acredito, achava ele que Deus é uma invenção do homem, fala também que nós devemos não ficar culpando o destino, culpando Deus... para Sartre, o homem nasce livre, Deus não existindo, somos responsáveis por nossas escolhas, somos responsáveis por nossas vidas. Penso eu, que devemos mesmo, deixar de culparmos esse ou aquele, alguns culpam os pais por suas vidas não serem boas hoje, outros culpam o governo por serem tão pobres, mas a questão é exatamente essa, devemos fazer o quê? reclamar ou tentar mudar? o que podemos e devemos fazer para que nossa vida mude sem precisarmos ficando achando culpados por coisas que escolhemos?

Nesses dias de Janeiro, por exemplo, morreram muitas pessoas no estado do Rio de Janeiro por causa das enchentes, avalanches, soterramentos, desabamentos, claro que existem responsáveis, quem? muitos, governos, políticos, enfim, todos, todos temos uma parcela de culpa, um escolheu ser prefeito, outro, governador, outro, escolheu ser um fiscal, outro, um bombeiro, outro, escolheu fazer uma casa num morro...

Quero dizer que enquanto não assumirmos nossas escolhas, chamarmos para nós nossas responsabilidades, vamos ficar sempre jogando a culpa no clima, nos governantes anteriores ou porque sou pobre e não tem jeito, essas coisas que toda hora falam e que falam todo ano, ano que vem vão falar de novo.

Eu quero dizer da minha tristeza por tantas pessoas terem morrido dessa maneira tão trágica, quem tem sentimento não consegue ficar alheio e não sofrer junto numa hora tão dura, tão cruel. Dou o maior louvor a essas pessoas que estão lá, com a mão na massa, procurando de todas as formas ajudar aquelas pessoas que nesse momento de dor, de tantas perdas, tem sua liberdade tão cerceada pelas contigências, então nós, como seres humanos, como iguais, podemos ajudar essas pessoas a terem mais qualidade de vida e poderem terem melhores escolhas, ainda que para muitos, nunca mais será como antes, para muitos o mundo acabou e acabou mesmo, para muitos suas vidas não terá mais sentido, que triste, triste, muito triste.
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A mulher brasileira no poder.

Esses dias uma coisa emocionante que aconteceu foi a posse da Dilma, nossa primeira presidente, "nunca antes na história desse país" uma mulher tinha ocupado esse cargo, tomara seja o prenuncio de que o Brasil esteja ficando mais feminino, que não seja apenas um fato histórico, mas que seja o começo histórico de uma dominação feminina no Brasil, pais tão rico, tão grande, tão poderoso, mas que sempre foi machista, sempre foi governado e roubado pelos machos, cabe a nós homens a principal culpa pela desgovernança do Brasil nos últimos cinco séculos.


Eu sou homem, gostei da fase do Governo Lula, mas acho importante essa nova fase também, porque é dado as mulheres o poder de mudar, o poder de progredir, de mostrar sua força e mostrar ao mundo o poder da mulher sul americana, sobre tudo aqui no Brasi, já que somos diferentes de todos os outros povos. Claro que existem países onde as mulheres são os governantes, por exemplo, Argentina (Cristina Kirchner), Alemanha (Angela Merkel), Ucrânia (Yulia Timoshenko) e também mulheres que são importantes mundialmente, tal qual Hillari Clinton e muitas outras, mas o Brasil é o Brasil e fico feliz por poder estar participando desse momento e torço para que seja uma mudança que tenha vindo para ficar, ou seja, que mude conceitos das mulheres, dos homens, da sociedade machista que sempre tivemos, pois já estava na hora de começarmos a mudar e tomara que não paremos mais, homens e mulheres brasileiros merecem todas as oportunidades, o tempo que vivemos é outro, já era aquela família tradicional onde o macho era o senhor, em muitos lares brasileiros, as mulheres mandam, são o homem e a mulher, é quem trabalha fora e quando volta pra casa tem mais uma jornada de trabalho. Espero daqui um tempinho estar podendo estar aqui comemorando mais e mais conquistas da sociedade brasileira, tivemos um presidente que não era um aristocrata, era um simples trabalhador e ainda por cima um nordestino, um operário que governou por oito anos e foi aprovado por mais de 80% da população, isso é bacana, isso é legal. Agora deixa uma sucessora, uma mulher que vai ter que honrar as saias que veste.


Que seja um bom governo!


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